Ritual de Matança do Boi de Axixá terá vasta programação movimentando toda Região do Munim

Neste final de semana será realizado ritual de Matança do Bumba meu Boi de Axixá, sotaque de orquestra, com programação dias 15, 16 e 17 de outubro no Viva Boi de Axixá – Riachão, na cidade de Axixá, localizada na paradisíaca região do Munim, a 94km da capital maranhense.

Na sexta-feira, 15, haverá shows de Allan Costa, banda Mesa de Bar e DJ Sormane na programação, que se estende no sábado e domingo, recebendo ainda o Boi de Morros e o Boi da Lua.

O Boi de Axixá é uma das manifestações de maior tradição no Estado. Obedece todo o calendário místico-religioso; honra a riqueza histórico-cultural da brincadeira, que vem a contribuir para que o bem brasileiro fosse consagrado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Presidido pela folclorista, empresária e gestora pública Leila Naiva, filha do fundador e presidente de honra do boi, Francisco Naiva, o Boi de Axixá completa 62 anos, este ano. O grupo é formado por cerca de 120 brincantes entre índias, vaqueiros campeadores, vaqueiros de fita e orquestra.

Todo o protocolo de saúde será obedecido.

HISTÓRIA DO BOI DE AXIXÁ

O Boi de Axixá foi fundado em 1º de janeiro de 1959, por Francisco Naiva, não por pagamento de promessa, mas por amor à brincadeira, à cultura popular. Era composto pelos personagens soldados, caboclos de flecha, índios e campeadores. As mulheres eram proibidas de brincar. Depois da saída dos índios e soldados, elas foram inseridas, também como índias, sendo assim até a atualidade.

Por ser um dos percussores do Bumba-meu-boi de Orquestra no Maranhão, o Boi de Axixá segue tradicionalmente o ciclo da manifestação, ensaios, batismo, apresentação e morte, envolvendo comunidades do município de Axixá e de São Luís/MA.

 

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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