“O homem que virou circo” – Marcos Magah lança álbum produzido por Zeca Baleiro e Tuco Marcondes

Com ilustração de Marco Faria, capa de “O homem que virou circo”, de Marcos Magah.

Nesta sexta-feira, 21 de abril, chega nas plataformas digitais “O homem que virou circo”, terceiro álbum autoral de Marcos Magah. Com produção de Zeca Baleiro e Tuco Marcondes, “O homem que virou circo” sai pela Saravá Discos e também terá uma tiragem em CD, para a felicidade dos fãs e colecionadores.

O cantor e compositor maranhense nasceu na cena punk de São Luís integrando a lendária banda Amnésia, e depois seguiu em carreira solo, misturando música folk, rock e brega. Facetas que o aproximam de Bárbara Eugênia e Odair José, com quem canta em dueto no álbum “O homem que virou circo”.

“Durante um período viajei pelo Brasil com o violão nas costas, me apresentando em bares. E tenho uma recordação especial da passagem por Goiânia, porque foi lá que fiz a letra de ‘Estação sem fim’. Só depois descobri que é o estado natal de Odair José. Nunca imaginei que anos depois gravaria a música com ele”, relembra Magah. Em dueto com Odair José, “Estação Sem Fim” chegou nas plataformas digitais em junho de 2022, anunciando a produção do álbum.

Com capa de Marcos Faria, “O homem que virou circo” reúne 11 faixas inéditas autorais. A única parceria, com o poeta Celso Borges, é “As Coisas Mais Lindas do Mundo”, canção em que Marcos Magah divide os vocais com Bárbara Eugênia. “Eu e Celso Borges queríamos, deliberadamente, fazer uma canção de amor, singela e solar, mas que também carregasse em si alguma dor. Ficamos felizes com o resultado”, conta Magah. “Fizemos essa canção em 2018, conversando pelo whatsapp. É uma alegria ouvi-la agora num disco de Magah. O casamento das vozes dele e da Bárbara ficou lindo, lírico, intenso”, completa Celso Borges.

Foi em 2019, na gravação do documentário “Ventos que Sopram – Maranhão”, do cineasta Neto Borges, que Marcos Magah e Zeca Baleiro se reencontraram depois de anos. Os dois se conheciam desde os anos 80 mas nunca haviam feito nada juntos. O reencontro resultou numa canção em parceria, “Eu Chamo de Coragem”, gravada por Baleiro no álbum “O Amor no Caos – volume 2”. Na época, também aconteceram as primeiras conversas sobre a possibilidade de gravarem um disco de inéditas de Magah, com produção de Baleiro e Tuco Marcondes. “Magah é um compositor com uma pegada original, acha uns caminhos criativos bem inusitados e especiais”, observa Baleiro.

Discografia

Magah lançou os álbuns “Z de vingança” (Pitomba Livros e Discos – 2013) – um grande sucesso na cena alternativa de São Luís, tendo vendido mais de 18 mil cópias do CD -, e “O inventário dos mortos ou zebra circular” (2015), que recebeu o prêmio de melhor álbum da música maranhense, concedido pela Rádio Universidade FM no ano de lançamento.

Trajetória
Nascido em São Luís, Marcos Magah passou parte da infância em uma fazenda no interior do estado, onde conviveu com o seu avô materno, um amante de música que passava os dias ouvindo discos de Luiz Gonzaga, Teixeirinha e de cantores de brega como Bartô Galeno e Balthazar.

No começo da adolescência, já de volta à capital, descobriu o rock em meados dos anos 80, com a ajuda do irmão mais velho que colecionava discos de heavy e hard rock. Foi nesse período, mais precisamente em 1987, que resolveu montar uma banda de punk com o amigo Carlinhos Pança. “A conversa se deu na saída de um show da Ácido e da Lúgubre, pioneiras do heavy metal em São Luís. Eu e Carlinhos descobrimos que tínhamos afinidades musicais e montamos a Amnésia, a primeira banda punk maranhense. Foi quando comecei a fazer música”, conta Magah.

Com a Amnésia – que ganhou fama na cena underground das regiões Norte e Nordeste, dividindo espaço com grupos como Delinquentes (Pará) e Descarga Violenta (Rio Grande do Norte) -, Magah tocou em diversos locais de São Luís e excursionou por vários estados. “O ilustrador e militante punk Joacy Jamys divulgava a Amnésia no Brasil inteiro por meio de demos e fanzines. Por onde andávamos, havia um público grande para acompanhar”, relata. Magah recorda com clareza do último show em que tocou com a banda Amnésia. “Foi em 2005, no bar Castelo Rock, no Centro Histórico de São Luís. O proprietário do espaço teve que fechar a porta porque não havia mais espaço para o público”.

Depois que deixou o grupo, Magah colocou o violão nas costas e viajou pelo Brasil. Passou por Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás, sempre tocando em calçadas e bares. De volta ao Maranhão, Magah excursionou pelo interior do estado, cantando clássicos da música brega, até parar para gravar “Z de vingança” (2013).

[ficha técnica]

Marcos Magah | O homem que virou circo

1. O homem que virou circo

2. Brilha o sol

3. Azulejo

4. Nunca lute limpo com um estranho

5. Estação sem fim feat Odair José

6. Caindo para o alto

7. As coisas mais lindas do mundo feat Bárbara Eugênia

8. Ela nunca teve ninguém

   9. Eu gosto de ler a Bíblia

10. Maiakóvski

11. Rua da inveja

 

Todas as canções são de Marcos Magah, exceto a faixa 7, parceria com Celso Borges.

Produzido por Zeca Baleiro e Tuco Marcondes.

Capa Marcos Faria

Lançamento Saravá Discos, com distribuição da ONErpm.

(Da redação com informações da Assessoria)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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