Natura &Co América Latina anuncia novas metas em sua Visão 2030 para responder aos desafios mais urgentes da região

Três anos após o lançamento, a companhia atualiza seus compromissos diante de um cenário global que demanda ações mais contundentes para proteger a biodiversidade, garantir renda digna e investimentos em práticas regenerativas. Entre as novidades, os destaques são:

o       Ajustes nas metas de carbono para se adequar às premissas definidas pelo SBTI. Com isso, o compromisso se torna zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa nos escopos 1, 2 e descarbonizar 42% de nossa cadeia de valor até 2030 para o escopo 3; com a priorização da aquisição de créditos em projetos na Amazônia, prioritariamente das comunidades agroextrativistas;

o       Aumentar em quatro vezes as compras de insumos da sociobioeconomia amazônica (em relação a 2020);

o       Estabelecimento de 25% de pessoas negras em cargos gerenciais no Brasil até 2025 e 30% até 2030;

o       Aumentar o IDH de 4 milhões de Consultoras de Beleza em sua Visão 2030;

o       Empresa ainda adota uma abordagem ousada ao mensurar impacto socioambiental, visando gerar $4 de impacto positivo para cada $1 de receita.

 

Contribuir com a conservação e regeneração de 3 milhões de hectares de floresta amazônica, alcançar pelo menos 95% de ingredientes renováveis ou de origem natural na fórmula de produtos e aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-CN) de 4 milhões de Consultoras de Beleza são algumas das metas que Natura &Co América Latina anuncia na atualização da sua Visão 2030, batizada de Compromisso com a Vida.

“Para América Latina, a nova versão da Visão 2030 propõe enfrentar de forma corajosa algumas das questões que mais impactam o Brasil e os países hispânicos nos quais operamos, como a perda da biodiversidade e o desmatamento, a violação dos direitos humanos – mas também temas globais, como a crise climática”, afirma o presidente da Natura e CEO de Natura &Co América Latina, João Paulo Ferreira.

O executivo explica que também está entre as metas estender o número de comunidades agroextrativistas parceiras de 41 para 45, aumentar em quatro vezes as compras de insumos da sociobiodiversidade amazônica e atuar em suas cadeias críticas de fornecimento de matérias primas para torná-las 100% livres de desmatamento e pela conversão da vegetação nativa. Natura &Co América Latina se compromete ainda a zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa (net zero) de sua operação em toda a região, meta compartilhada também pelas outras unidades de negócio da holding.

Outro pilar de atuação é o de circularidade das fórmulas. Natura &Co América Latina assume a ambição de ter, para todas as marcas, pelo menos 95% de fórmulas biodegradáveis e 100% de novas fórmulas com pegada ambiental mais baixa.

Dentre as metas relacionadas à defesa dos direitos humanos, um dos destaques se refere à rede mais ampla de relacionamento na região. Um dos nossos compromissos é o de aumentar em 10% o índice de desenvolvimento humano das Consultoras de Beleza, além de melhorar o progresso social das comunidades agroextrativistas, gerando impactos mensuráveis em renda digna, saúde e bem-estar, educação e cidadania. Natura &Co América Latina também assume o compromisso de ter 25% de pessoas negras em cargos gerenciais no Brasil a partir de 2025 – e 30% a partir de 2030.

Ancorada no princípio de que o valor gerado por um negócio deve ir além dos indicadores financeiros convencionais, a Natura & Co América Latina adotou uma perspectiva ainda mais audaciosa na determinação do IP&L (ferramenta de gestão integrada). Esse instrumental de gestão, atualmente já empregado pela marca Natura, não apenas quantifica resultados financeiros, mas também mensura o impacto das atividades empresariais nas esferas ambiental, social e humana. Na atual etapa, o desafio abraçado consiste em gerar um impacto socioambiental positivo mensurável de US$ 4 para cada US$ 1 de receita para toda a unidade de negócios. Em 2022, a marca Natura atestou que, para cada R$1 de receita auferida, proporcionou um impacto socioambiental positivo de R$2,7.

A revisão do documento garante que, dentro dos três pilares estratégicos originais, as metas gerais sejam mantidas e seguidas por todas as unidades do grupo, abarcando os avanços recentes nas iniciativas socioambientais globais. Um exemplo é a meta de descarbonização em linha com as métricas baseadas na ciência.

Outra motivação para se estabelecer escopos mais focados na geografia foram os resultados animadores em todas as frentes já obtidos pela Visão 2030 da empresa. “Com nosso trabalho de mobilização pela Amazônia, buscamos elevar o nível de consciência dos brasileiros em defesa da floresta ao levar o tema para o Rock In Rio e para o debate eleitoral. Já nos temas de diversidade, equidade e inclusão, destacamos que a participação de mulheres na liderança atingiu 51,8% na América Latina, além de praticamente zeramos as diferenças inexplicáveis em relação a pagamentos equitativos por gênero e raça. O IDH das Consultoras cresceu 3,6% em 2022, o maior aumento já registrado desde a sua criação. No pilar de circularidade, superamos nossas metas de reincorporação de resíduos pós-consumo em nossas embalagens”, detalha Ferreira.

Ao almejar ambições específicas para a região, Natura &Co América Latina também reforça a potência que a região representa para os negócios, principalmente após a chegada de Avon. Atualmente, as operações das marcas do grupo estão em 15 países latinos. Até o fim de 2022, elas envolviam mais de 4 milhões de Consultoras de Beleza comercializando produtos por meio da venda direta, cerca de 900 lojas próprias e franqueadas, 16 mil colaboradores, cinco fábricas e 19 centros de distribuição.

A seguir, outros compromissos que Natura &Co América Latina está anunciando, divididos entre os três pilares do Compromisso com a Vida:

  1. Enfrentar a crise climática e proteger a biodiversidade

Uma das mudanças no primeiro pilar foi a proposta de uma nova redação, que fala em “proteger a biodiversidade”, além de “proteger a Amazônia”. A Amazônia manterá o seu protagonismo, dando continuidade à atuação consistente da marca Natura na região amazônica, iniciada há mais de duas décadas.

Com relação à transição climática, para contribuir com o objetivo já assumido pelo grupo em zerar as emissões líquidas de carbono até 2030, Natura &Co América Latina se compromete nesse período a se tornar net zero em suas instalações próprias (escopos 1 e 2 de emissões), além de reduzir 42% das emissões de gases de efeito estufa de toda cadeia de valor (escopo 3), com a priorização da aquisição de créditos em projetos na Amazônia, prioritariamente das comunidades agroextrativistas.

Em termos da proteção da biodiversidade, Natura &Co América Latina se compromete a atuar em suas cadeias críticas de fornecimento de matérias primas para torná-las 100% livres de desmatamento e de conversão da vegetação nativa. O plano é que, já em 2025, essa meta seja atingida (com verificação independente) nas compras diretas de palma, soja, papel e álcool.

Outra ambição correspondente ao pilar é a de mover esforços para que países cooperem entre si para estabelecer regras de repartição de benefícios harmonizadas, direcionadas principalmente às comunidades locais e tradicionais. Para tangibilizar sua jornada de enfrentamento ao desmatamento, Natura &Co América Latina pretende ainda engajar 20 milhões de pessoas por ano em ações ligadas à Causa Amazônia Viva.

Com o intuito de contribuir com a bioeconomia por meio da inovação, a companhia tem a meta de chegar a 55 bio-ingredientes amazônicos, tendo como ponto de partida 39 espécies em 2020. Além disso, estabeleceu o desafio de aumentar em quatro vezes as compras de insumos da sociobioeconomia da região e dobrar os recursos compartilhados com nossas comunidades.

 

 

  1. Defender os direitos humanos e sermos mais humanos

No segundo pilar, Natura &Co América Latina mantém meta global já anunciada no passado, de garantir ao menos 30% de posições gerenciais ocupadas por pessoas de grupos sub-representados. Natura &Co América Latina assume o compromisso de ter 25% de pessoas negras em cargos gerenciais no Brasil a partir de 2025 – e 30% a partir de 2030. Entre o conjunto de metas neste pilar está ainda o de garantir salário digno ou acima dele a todos os colaboradores a partir de 2023. Zeramos o gap salarial não explicado na remuneração entre nossos colaboradores homens e mulheres na América Latina. No Brasil, também olhamos para a disparidade salarial sobre o recorte racial, que totalizou 0,15% em 2022.

Com relação às cadeias de suprimentos, o compromisso é garantir a rastreabilidade e/ou certificação total das cadeias críticas de palma, mica, papel, álcool, soja e algodão até 2025 e demais até 2030. Além de avançar na devida diligência em direitos humanos para cadeia de valor.

  1. Abraçar a circularidade e a regeneração

Nesse pilar estão sendo mantidas para Natura &Co América Latina as metas de circularidade de embalagens até 2030: 50% (em peso) de todo o plástico usado nelas terá conteúdo reciclado, e 100% delas serão reutilizáveis, refiláveis, recicláveis ou compostáveis. Um novo compromisso relacionado a esse tema, anunciado agora, é o de assumir a responsabilidade de coletar e dar a correta destinação para os nossos resíduos de embalagens que não tiverem uma infraestrutura de reciclagem estabelecida. As metas seguem estimulando a priorização de fórmulas naturais com ingredientes de alta performance, mas que também sejam de origem renovável e sustentável.

O investimento em soluções regenerativas segue sendo parte do terceiro pilar do Compromisso com a Vida. Entre as metas adotadas agora está a de garantir que 100% das comunidades e de grupos de pequenos agricultores fornecedores de ingredientes-chave tenham abastecimento ético e práticas sustentáveis. Outro compromisso da operação na América Latina é assegurar que todo o volume de pelo menos duas das principais commodities do negócio também sejam produzidos respeitando os princípios de regeneração. Da mesma forma, Natura &Co América Latina ainda almeja ter 30% de matérias-primas fornecidas por agricultores que adotam tais práticas e que sejam certificados por uma organização independente.

 

 

 

 

(DA REDAÇÃO, com informações da Assessoria)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

PIX DIÁRIO DE BORDO SLZ
Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Arquivos