Mostra de dança discute processos artísticos em dança e integra pesquisas de todo o NE

III Edição do Midança, realizado pelo Núcleo Atmosfera (Nua), apresenta processos experimentais, promove workshops e faz exibição de obras de artistas de todo o Nordeste.  

Estar na plateia, ver as cortinas se abrindo e assistir um espetáculo é uma experiência prazerosa para grande parte das pessoas. Mas e se você pudesse voltar um pouco no tempo e dar umas espiada nos ensaios daquele processo? Na forma como aquele movimento foi encontrado? Nas trocas entre o grupo que resultaram na coreografia apresentada? O público maranhense terá acesso a esses ricos momentos de construção na realização da III Mostra Investigativa de Dança – Midança – que inicia nesta quinta-feira (25), em São Luís. O evento, realizado pelo Núcleo Atmosfera (Nua), revela para o público processos de criação e pesquisa em dança de artistas do Maranhão e de  todo o Nordeste.

Do dia 25 até o dia 28 de novembro (domingo), o público poderá desfrutar da programação da terceira edição da mostra, que este ano acontece em formato híbrido – online e presencial. Oficinas de ritmos diversos regionais, como cacuriá, voguing femme, AFROBUCK e Diversidade Ritmica serão realizadas em espaços como Casarão Laborarte, Casa do Tambor de Crioula, ambos no Centro Histórico de São Luís. (Veja programação completa abaixo).

As mostras de processos de cinco artistas vão ser realizadas presencialmente na sexta-feira (26), no recém- inaugurado Xama Teatro, em São José de Ribamar. A partir das 19h, inicia-se o espaço de exposição de pesquisas e diálogos entre os fazedores de dança no palco e no público. Entre os processos revelados ao público estão: Processo de Cura, do Bemdito Coletivo (com Erivelto Viana), Amarras, de Nuiliane Lago, Lycra-ela, de Wand Albuquerque, o Solo Caixeira, de Sandra Oka. O encerramento será com A mulher que dançava com os casarões, da artista convidada Flávia Andresa de Menezes.

Há uma carência de espaços de discussão e formação dos processos artísticos em dança, defende o coordenador geral do projeto, Leônidas Portella. “A gente está muito acostumado a ver coreografias prontas, espetáculos montados. A proposta do Midança é criar um espaço onde os artistas possam expor a forma como lidam com seus processos criativos.  Como eles trabalham cada linguagem, como chegam às suas obras, como estão compondo. O que está movendo esses corpos”, conta Portella, que também é diretor do Nua.

A presença de artistas de outros estados do Nordeste, com as trocas e diálogos sobre suas pesquisas é um diferencial desta terceira edição do Midança. No sábado (27), às 19h, em ambiente online (Youtube), participam as artistas Andreia Oliveira da Silva (BA), com o processo Negua Kalunga, Cleber Alves (CE), com As peles que habito, René Loui Jr. (RN), com Corpos Turvos. Somando ao processo, estão as artistas Déborah Santos de Oliveira, do Ceará, Claudiana Santos de Jesus, da Bahia.  As trocas de visões sobre como as pessoas estão sobrevivendo com os corpos pós-pandemia segue no domingo (28), ainda em ambiente online.

INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

O cunho social é relevante no Midança, com ações formativas em diversas comunidades desde sua primeira edição. Nesta, são realizados os processos de dança educação com a professora Idalina Morais, no bairro Tajipuru. Merece destaque também as ações em prol da acessibilidade do evento, que conta com intérpretes de Libras nas mesas de debates nos dias 26 (presencial), 27 e 28 (online). Ao final da edição, será lançado um vídeo compilado com audiodescrição.   

Para participar, basta acessar o link disponibilizado no Instagram do Núcleo Atmosfera ( @nucleoatmosfera).

Serviço

O que – III Mostra Investigativa de Dança (Midança)

Quando – Dias 25, 26, 27 e 28.

Onde – Espaços diversos em São Luís e na plataforma do Youtube

Acesso – link disponibilizado no Instagram do Núcleo Atmosfera @nucleoatmosfera.  

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

  • QUINTA-FEIRA (25)

Oficina de Cacuriá com Luana Reis e Rosa Reis

Horário: 20h

Local: Casarão Laborarte – Rua Jansen Muller, 42

Centro, São Luís – MA.

Vagas esgotadas

 

Oficina de Dança em AFROBUCK com Gilvan Santos

Horário: 14h às 17h

Local: Casa do Tambor de Crioula – Centro Histórico

Vagas esgotadas

 

Oficina de Dança Diversidade Rítmica com Idalina Morais

Horário: 16h às 18h

Local: Tajipuru

Vagas esgotadas

 

  • SEXTA-FEIRA (26)

Oficina de Vouge Femme com Davi Blyndex e Josy Negroni Blyndex.

Horário: 14h às 17h

Local: Casa do Tambor de Crioula – Centro Histórico

Vagas esgotadas

 

Oficina de Dança Diversidade Rítmica com Idalina Morais

Horário: 16h às 18h

Local: Tajipuru

Vagas esgotadas

 

Mostra dos processos e debate com os artistas

Horário: às 19h

Local: Xama Teatro

Coletivo Bemdito (com Erivelto Viana) (MA) – Processo de cura

Caio Carvalho Costa (MA) – Corpo terra

Nuilane Lago  (MA) – Amarras

Wand Albuquerque (MA) – Lycra-ela

Sandra Brito Oka (MA) – Solo Caixeira

Flávia Andresa Oliveira de Menezes (MA) – A mulher que dançava com os casarões

 

  • SÁBADO (27)

 

Mostra e debate com artistas de todo o Nordeste

Horário: às 20h

Local: Ambiente online (Youtube) – link de acesso na bio do instagram @nucleoatmosfera

 

Andreia Oliveira da Silva (BA) – Negua Kalunga

Déborah Santos de Oliveira (CE)

Cleber Alves (CE) – As peles que habito

Claudiana Santos de Jesus (BA)

René Loui Jr. (RN) –  Corpos Turvos.

  • DOMINGO (28)

Debates com artistas maranhenses

Horário: às 20h

Local: Ambiente online (Youtube) – link de acesso na bio do instagram @nucleoatmosfera

 

Juliana Duarte Rizzo de Oliveira (MA)

Dante da Silva Assunção (MA)

Priscilla Costa Mendes (MA)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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