Itaú Cultural Play exibe recorte da programação oficial do Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum  

Plataforma de streaming de cinema do Itaú Cultural disponibiliza em seu catálogo,  com exclusividade, 13 produções que integram a 33ª edição do festival brasileiro dedicado ao curta-metragem. Divididos em dois programas, com curadoria do próprio festival, os filmes retratam a juventude brasileira, suas descobertas e dramas em tempos de pandemia. 

 

 

A Itaú Cultural Play incluiu em seu catálogo filmes que integram a programação oficial da 33ª edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum. Idealizada pelo festival, seleção traz 13 curtas dos programas Descobertas e Conexão Juventudes da mostra, representados pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Destaque para os filmes Terremoto, de Gabriel Martins, Antes do Livro Didático, o Cocar, de Rodrigo Sena, Rabiola, do diretor Thiago Briglia, Raízes, dos diretores Mayara Gomes e Beatriz Reis, e Rua Dinorá, de Samuel Brasileiro e Natália Maia.

O acesso à plataforma de streaming Itaú Cultural Play é gratuito e pode ser feito por dispositivos móveis IOS e Android, e pelo site www.itauculturalplay.com.br.

Reconhecido como um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao filme de curta duração, o Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum chega a sua 33ª edição com programação presencial e online, em evento que começou no último dia 18 e vai até 28 de agosto.

 

Descobertas 

Dirigido em Roraima por Thiago Briglia, Rabiola (2022) é um drama que conta a história de três amigos que se divertem empinando pipas. Apesar da brincadeira interativa, um duelo nos céus para descobrir quem mantém seu papagaio voando pode colocar tudo a perder, dando início a outros conflitos.

De São Paulo, Raízes (2021) é um documentário das diretoras Mayara Gomes e Beatriz Reis sobre um dos principais símbolos do empoderamento e de conhecimentos ancestrais: o cabelo. No filme, quatro mulheres pretas de diferentes faixas etárias, origens e papéis sociais dividem suas histórias, experiências, desejos e percepções.

O drama cearense Rua Dinorá (2022), de Samuel Brasileiro e Natália Maia, mostra a história de uma menina, de 10 anos, que sonha em vencer um campeonato interestadual de caratê. Enquanto se prepara para a competição, ela descobre que as amigas moram em ruas com nomes de personalidades históricas e deseja saber qual o nome da sua rua.

A programação traz ainda dois curtas do Rio de janeiro: Corpo que Fala (2022), documentário carioca de Samuel Fortunato e Bruno Rubim, e Ibeji Ibeji (2021), drama do diretor Victor Rodrigues.

O primeiro debate sobre racismo, preconceito, machismo e as perspectivas de futuro de jovens moradores das comunidades cariocas. Enquanto se preparam para um espetáculo de dança, eles demostram a potência de suas vozes também pelo corpo,

Já o filme de Rodrigues conta a história de dois jovens gêmeos que têm uma forte ligação com a avó. Ao tomarem consciência do envelhecimento e da finitude da vida, entram em contato com saberes e crenças ancestrais.

A lista é completada com mais dois dramas de diretoras de São Paulo. Uma lasca na Parede (2022), de Giovanna Lange, retrata as opiniões subjetivas, divergências, conflitos e novos pontos de vista entre duas irmãs que só querem pendurar um quadro na parede.

Celeste (2022), da cineasta Letícia Reis, narra a história de uma jovem super conectada e tímida que faz lives como a extrovertida, autêntica, um pouco alienada e azul, Celeste. Um ato de racismo durante uma de suas lives faz com que ela repense suas atitudes e aflore mudanças de dentro para fora.

 

Conexão juventudes 

Este programa é fruto do edital Conexão Juventudes, uma iniciativa do Instituto Unibanco realizada em parceria com o Instituto de Políticas Relacionais (IPR) e a Brasil Audiovisual Independente (Bravi).

 Com direção de Gabriel Martins, o documentário mineiro Terremoto (2022), narra a história de superação de dois jovens haitianos que migram com suas famílias para a cidade de Contagem, após terremoto que assolou o país caribenho em 2010. Em busca de melhores condições de vida, essa nova realidade traz muitos desafios, ainda mais com a chegada da pandemia o Brasil.

Outro filme de Minas, Onde aprendo a falar com o vento (2022) é um documentário de André Anastácio e Victor Dias inspirado pela Reinado, uma manifestação religiosa afro-brasileira, crianças e adolescentes do município de Oliveira. A história navega pelos seus antepassados, falam sobre identidade e o papel da escola e das tradições afro-diaspóricas na educação.

Do Rio Grande do Norte, Antes do Livro Didático, o Cocar (2022), documentário de Rodrigo Sena mostra o drama de indígenas que foram vítimas de um longo e violento processo de exclusão de suas culturas. No filme, jovens de Canguaretama e Goianinha visam construir um novo futuro para suas comunidades para manter vivas a língua e a cultura originárias de seus povos, além de enfrentar os desafios impostos pela sociedade não-indígena.

O curta piauiense DesConectados (2022), de Márcio Bigly, documenta o constante uso da internet durante a pandemia, porém, o acesso à rede não é uma realidade para grande parte da população brasileira. Na cidade de Tanque do Piauí, estudantes da única escola pública estadual da região falam sobre a luta pelo acesso ao digital e o direito à educação. Dirigido por Larissa Fernandes e Deivid Mendonça, Contraturno (2022) é um documentário de Goiás que mostra a saga de dois jovens da cidade de Urutaí. Eles tentam conciliar a retomada das aulas presenciais durante a pandemia com a necessidade de entrar no mercado de trabalho, e ainda lidar com as crises típicas da adolescência.

Do Espírito Santo, o curta Adolescer (2022), de Gustavo Moraes, mostra os desafios de quatro jovens da periferia de Vitória, que vivem em numa região com altos índices de violência e vulnerabilidade social. Enquanto buscam uma vida melhor, encontram nos familiares, amigos e, principalmente, na escola do bairro, o suporte necessário para transformar suas trajetórias.

 

SERVIÇO: 

Itaú Cultural Play – Programação oficial da 33ª edição do Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum  

Em www.itauculturalplay.com.br

 

DESCOBERTAS (disponível até as 23h59 de 28/08/2022) 

Celeste (2022)
De Letícia Reis
Duração: 9 minutos
Classificação indicativa: 12 anos (violência, linguagem imprópria e medo) 

Corpo que fala (2022)
De Samuel Fortunato e Bruno Rubim
Duração: 10 min
Classificação indicativa: 12 anos (linguagem imprópria) 

Ibeji Ibeji (2021) 

De Victor Rodrigues
Duração: 20 min
Classificação indicativa: 10 anos (medo)

Rabiola (2022)
De Thiago Briglia
Duração: 18 minutos
Classificação indicativa: 12 anos (violência e medo) 

Raízes (2021)
De Mayara Gomes e Beatriz Reis
Duração: 18 min
Classificação indicativa: 12 anos (violência e medo)

Rua Dinorá (2022)
De Samuel Brasileiro e Natália Maia
Duração: 17 minutos
Classificação indicativa: Livre 

Uma lasca na parede (2022)
De Giovanna Lange
Duração: 9 minutos
Classificação indicativa: Livre

 

CONEXÃO JUVENTUDES (disponível até 19/08/2024) 

Adolescer (2022)
De Adolfo Celi

Duração: 104 minutos

Classificação indicativa: 12 anos (drogas, violência e medo)

Antes do livro didático, o Cocar (2022) 

De Rodrigo Sena

Duração: 26 minutos

Classificação indicativa: Livre

Contraturno (2022) 

De Larissa Fernandes e Deivid Mendonça

Duração: 26 minutos

Classificação indicativa: Livre
DesConectados (2022) 

De Márcio Bigly

Duração: 26 minutos

Classificação indicativa: Livre

Onde aprendo a falar com o vento (2022) 

De André Anastácio e Victor Dias

Duração: 26 minutos

Classificação indicativa: Livre

Terremoto (2022) 

De Gabriel Martins

Duração: 26 minutos

Classificação indicativa: 10 anos (medo)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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