Artistas maranhenses são homenageados em Olinda

Bonecos gigantes de Nosly, César Nascimento, Zeca Baleiro e Djalma Chaves desfilam na folia pernambucana deste Carnaval 2023.

O Carnaval de Pernambuco está entre os mais famosos do Nordeste, especialmente, na cidade de Olinda, onde todos os olhos, de conterrâneos e turistas, se voltam para lá pela atmosfera festiva e o propósito de se valorizar a tradição da cultura popular, todos os ritmos, cores e personagens dessa genuína folia momesca. 

Entre vários grupos de maracatu de baque virado, baque solto, afoxés, coco, samba reggae, capoeira, frevo, caboclinhos, troças e blocos carnavalescos com seus peculiares bonecos gigantes, está o Bloco Se Me Der Eu Como, fundado em 2017, pelo cantor e compositor maranhense Nosly. Este ano, o bloco leva pelos quatro cantos de Olinda, uma homenagem especial aos artistas do Maranhão, além do próprio boneco de Nosly, foi feita a criação dos bonecos “Coreirão” César Nascimento, Zeca Baleiro e Djalma Chaves, uma obra do artista carnavalesco André Vasconcelos, Presidente da Casa dos Bonecos Gigantes e Mirins de Olinda.

O quarteto maranhense de Bonecos Gigantes do Carnaval de Olinda vai arrastar a multidão neste sábado, 18, a partir das 10h da manhã, quando ocorre a concentração do Bloco Se Me Der Eu Como, na Rua do Bonfim. O cortejo sairá ao meio-dia.

César Nascimento, que fez uma passagem no pré-carnaval de São Luís na ocasião do Crioula Festival, partiu da Ilha direto para Olinda, ao lado da esposa Renata Gaspar. “No sudeste, a turma me chama de coreiro, por conta dessa minha ligação com o tambor de crioula, e a nossa cultura popular como um todo, que reflete muito nas músicas que componho e no jeito que toco meu violão, daí veio a ideia do Coreirão. Estou muito feliz com essa homenagem”, disse César. O boneco recebeu ainda uma alusão especial à Ilha Magnética, tendo a vestimenta pintada pelo artista plástico e cantor Betto Pereira. A saber, Ilha Magnética é uma icônica composição de autoria de César Nascimento, sancionada Bem Cultural e Imaterial do Maranhão. 

Folia com Responsabilidade Social – O Bloco Se Me Der Eu Como tem caráter filantrópico. O valor das camisetas vendidas é convertido em cestas básicas para doação a quem precisa. o slogan da brincadeira é “Pedir eu não peço. Mas, Se Me Der Eu Como!”.

 

SERVIÇO:

CARNAVAL DE OLINDA (PE)

BLOCO SE ME DER EU COMO 

DIA 18 DE FEVEREIRO, SÁBADO, 10H, NA RUA DO BONFIM.

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.instagram.com/semedereucomoblococarnavalesco/

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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