50 anos – Viva Mestre Marcelino – Novo disco do Boi de Guimarães é produzido pela Zabumba Records

Brincantes do Boi de Guimarães e os diretores da Zabumba Records, Suzana Fernandes e Luiz Claudio Farias. (Foto: Raillen Martins)

Com os versos “Se não me conhece, vou me apresentar. Eu sou, Guimarães, cultura  popular”, o Bumba Meu Boi de Guimarães – Sotaque de Zabumba, oriundo do  município de Guimarães – Maranhão, berço deste sotaque tradicional, mostra a força da cultura  popular do Estado e comemora em grande estilo os cinquenta anos de atividade do  grupo, que é considerado um dos mais expressivos do sotaque de zabumba, com o  lançamento mundial do cd intitulado “50 anos- Viva Mestre Marcelino”. 

O álbum, em homenagem ao Amo e fundador do Boi de Guimarães, Mestre Marcelino  Azevedo, falecido em 2016, será lançado pela gravadora Zabumba Records, no dia 03  de novembro, em parceria com a Believe, distribuidora digital francesa, e estará  disponível em mais de 250 lojas digitais ao redor do planeta. 

Gravado em São Luís, no estúdio Zabumba Records, o disco é um registro histórico,  por ser o primeiro cd do Boi de Guimarães a ser lançado em formato digital.  Cíntia Avelar, filha e sucessora de Mestre Marcelino na presidência da brincadeira,  considera o momento de grande importância para a entidade. “O Bumba Meu Boi de  Zabumba – Sotaque de Guimarães, gravou o primeiro álbum digital e esse é um momento ímpar na vida de todos nós que lutamos para preservar e divulgar a nossa  cultura popular”. Diz Cintia.  

“Agradeço, em nome de todos que fazem o Bumba Meu Boi de Zabumba- Sotaque  de Guimarães, ao amigo radialista e produtor cultural Ademar Danilo e a toda equipe do  estúdio Zabumba Records, por este projeto de gravar o nosso primeiro álbum digital”. 

 Segundo Cíntia, o cd é “um presente em comemoração aos 50 anos de história  desta brincadeira e enaltece, fortalece e expande a nossa história e nos dá oportunidade  de transmitirmos os nossos saberes culturais, através de nossas canções e toadas”.  

Para o produtor musical, Luiz Claudio, que convidou o grupo para entrar em estúdio  e registrar ao vivo as toadas, o momento foi de grande emoção. “Gravar o Bumba meu  Boi sotaque de Guimarães, foi como voltar no tempo, às origens desse ritmo, nascido  nas regiões de Alcântara, Guimarães e Cururupu com o baque forte e solto das  zabumba e a rajada sonora fulminante dos pandeiros”. Diz Luiz. “No estúdio, a  percussão toda foi gravada ao vivo, todos juntos, inclusive o canto, para poder preservar  a energia coletiva dos brincantes e da brincadeira. Foi feita uma fogueira no quintal  onde todos puderam confraternizar este momento tão importante para nós e para eles”. Ressalta. 

Outro parceiro importante do projeto de gravação do cd, foi o jornalista, radialista e  produtor cultural Ademar Danilo, que participou das articulações para viabilizar a vinda  e permanência do grupo em São Luís. A produção executiva tem a assinatura de Luiz  Yago Avelar, diretor do Boi de Guimarães e a captação, mixagem e masterização por  Cahi Silva. O making of da gravação feito pelo fotógrafo e videomaker Raillen Martins,  será disponibilizado ao público, em data a ser definida.

O Boi de Guimarães foi fundado no ano de 1971 por Marcelino Azevedo, que esteve à frente da brincadeira até o seu falecimento, ocorrido em 2016. 

Reconhecido como um dos grandes Mestres da cultura popular brasileira, pelo ministério da cultura, Mestre Marcelino teve um papel de grande relevância para a difusão do sotaque de zabumba, que é caracterizado pela utilização de zabumbas e de outros instrumentos de percussão, que conferem à brincadeira, um ritmo forte e cadenciado. Ele levou o sotaque para vários estados brasileiros e para países como a Alemanha, contribuindo de forma significativa para a divulgação e fortalecimento do mesmo.  

SERVIÇO 

LANÇAMENTO CD 50 ANOS- VIVA MESTRE MARCELINO 

BUMBA MEU BOI DE GUIMARÃES 

ONDE: Todas as plataformas digitais 

QUANDO: 03 de novembro de 2022 

 

 

(Com informações da Assessoria)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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